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31.5.09

[ARRANJA-ME UM EMPREGO . SÉRGIO GODINHO]

[É TÃO BOM . SÉRGIO GODINHO]

[AH SÓ HÁ LIBERDADE A SÉRIO...]

23.5.09

[MAIO DE 2009 . PROFESSORES EM LUTA PELA PROFISSÃO]

6.5.09

[VASCO GRANJA E O CINEMA DE ANIMAÇÃO]


Vasco Granja (Fot. Bruno Barbosa)

Li a notícia da morte de Vasco Granja e fiquei parada... Pensei nele no CINANIMA 2009 em Espinho... Dei comigo a tentar ver "O PAI DA PANTERA COR DE ROSA" na plateia da apresentação dos filmes e na sala de exposições para falar dele ao meu filho... mas ele não se encontrava ali fisicamente... Recordo-me que em pequena ao sábado tomava banho a correr, vestia um dos pijamas com cheiro a sabão azul, de flanela, feito pela minha mãe e sentava-me feliz a ver tv a preto e branco sempre com a esperança que os "bonecos" daquele senhor não acabassem... e não acabaram. Na qualidade de professora de Artes Visuais continuo com a missão de ensinar a desenhar os meus alunos.

Fica este link http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=119 e a memória...





6.2.09

[NÃO ME ENTREGO . HOMENAGEM A TODOS OS PROFESSORES LIVRES]


Entregar para quê?
por várias causas à causa estou entregue
porquê entregar?
entregar é desistir
assim, nada me fará entregar!
não entregarei ninguém como espero que me entreguem
e entregar é morrer
não me entrego
não me entregarei assim
.

28.1.09

[TEATRÃO . PROGRAMAÇÃO JANEIRO/MARÇO 2009]

clique em cima da imagem...

23.1.09

[DIZER NÃO]


Colegas Professores, amigos, familiares...

Sobre a avaliação do desempenho dos professores não tenho falado muito nos últimos tempos. Tenho estado atenta. Atenta às atitudes, atenta a placards, cartazes e olhares. Observo. Entendo que… ou os professores lutaram até agora por convicção, por convicção que o ensino público tem de voltar a ter qualidade e disciplina, tem de melhorar e não ser uma farsa, que os professores têm de voltar a ter credibilidade, que as escolas têm de oferecer condições de trabalho a quem nelas trabalha… ou então andaram alguns numa atitude nada distraída mas sim oportunista a ver quem ía para a frente dos cornos do touro e agora com o caminho livre... hummm... há que lamber as botas… há que aspirar um lugar no céu e uma estátua à frente da escola com a pombas a.... Onde será a entrega do Óscar para o melhor professor?? Palavras leva-as o vento não é ??
Caríssimos!! Este é o momento de contarmos com todos, mas principalmente contarmos com cada um de nós, com a consciência de cada um de nós nesta batalha que a esperança há-de vencer. A dignidade pessoal e a honra não podem ser protegidas por outros. Devem ser zeladas pelo indivíduo em particular e já dizia alguém se cada um de nós agir sempre com dignidade, podemos não melhorar o mundo, mas uma coisa é certa: haverá na Terra um canalha a menos.

Não há muito mais a dizer, mas sim para actuar...
Deixo-vos um texto que reencontrei para partilhar, que gosto especialmente, convido-vos à reflexão…

"Dizer Não"

"Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.

Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.

Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de «elitismo», mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.

Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.

Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.

Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.

Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.

Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenanmo-nos em gado sob o comando de um pastor.

Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.

Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.

E é do NÃO ao que te limita e degrada que tu hás-de construir o SIM da tua dignidade. "

Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'
Um abraço a todos,

22.1.09

[O PINTOR QUE TEIMOU NA BIENAL DE CERVEIRA . HOMENAGEM A JAIME ISIDORO]



S/Título - 1985 Aguarela 42x64
Jaime Isidoro


Breve Biografia
Jaime Isidoro (Porto, 1924) a sua carreira situa-se em dois momentos afastados no tempo que demarcam duas fases diferenciadas: uma primeira situada entre os meados dos anos 40 e os meados dos anos 50 e uma segunda desenvolvida a partir da segunda metade da década de 80 até à actualidade. Na primeira fase o pintor foi largamente premiado, tendo recebido praticamnemte todos os prémios institucionais atribuídos na sua área. Essencialmente reconhecido pela prática exímia da aguarela, as suas obras sobre o Porto encontram-se entre as que melhor souberam dar expressão iconográfica à cidade. Jaime Isidoro é um pintor versátil que conjuga uma delicada aprendizagem académica com um claro sentido inovador. Expõe desde os anos 40, em Prtugal e no estrangeiro. As suas obras fazem parte de colecções particulares e públicas: Fundação Gulbenkian, Museu do Chiado, Museu Nacional de Soares dos Reis, Muesu Dr. Santos Rocha .... diversas Câmaras Municipais, assim como várias instituições Bancárias e Empresariais.

"Arte na rua."
"O pintor Jaime Isidoro criou em 1978 a Bienal de Arte de Cerveira. No conservador Alto Minho, foi o "choque com as mulheres nuas e comunistas". Trinta anos depois, Isidoro recorda os tempos de confrontação, em que o objectivo era levar a arte à rua. "Não queríamos saber de partidos, o que importava era a boa arte "Mostra amadureceu com os escândalos"Arranje lá uma exposição de arte moderna para Vila Nova de Cerveira." O desafio, lançado pelo então presidente da câmara ao pintor Jaime Isidoro (na foto), já lá vão 30 anos, está na origem daquela que muitos não hesitam em classificar como a mais importante bienal de arte portuguesa. Se Cerveira é hoje conhecida como a "vila das artes", em muito se deve à perseverança de quem lutou contra o povo, literalmente revoltado com o que via acontecer na pacata localidade minhota. Corria o ano de 1978 e o nu artístico, mais do que chocar, era moralmente proibido. "Fizemos coisas que para muitos foi um choque. Uma artista francesa, na sua performance surpresa, apareceu nua num jardim a comer flores. Um escândalo!", recordou Jaime Isidoro, à conversa com o DN. "Ou a Jacinta Candeias, que nesse mesmo ano mostrou os seios, com o resto do corpo coberto por um pano." Ainda nesta primeira edição, não faltaram as polémicas: "Numa das performances, a GNR entrou pelo pavilhão e acabou com tudo. Era um artista que representava S. Sebastião, mas que estava nu. As pessoas gritavam: 'É um homem nu' e não percebiam que aquilo era arte", conta, num tom de desconforto.Apesar das dificuldades para implementar a bienal, que surgiu num misto de encontro internacional de artistas, Jaime Isidoro teimou em fazer afronta ao quotidiano da terra, agarrando o desafio antes lançado pelo seu amigo, e autarca de Cerveira, Lemos Costa. "Estava sempre a dizer-lhe que os presidentes de câmara só pensavam em caminhos para as quintas dos amigos e que ia esperar para ver como é que ele agia. Acabou por me surpreender com o convite", recorda ainda o pintor, hoje com 84 anos.Logo na primeira edição, a bienal reuniu 400 obras de artistas nacionais e internacionais, num pavilhão gimnodesportivo, e logo se afirmou como a maior exposição a que se podia assistir fora dos grandes centros, como Porto ou Lisboa. Ainda hoje assim é. "Mas foi muito difícil, sobretudo para gerir as críticas locais. Para uns era uma festa de arte de comunistas, outros entendiam a bienal como um espaço de escândalos." A oposição era tal que durante muitos anos houve quem criticasse o "grupo de parasitas que vivia à custa da câmara". Depois de tamanhas críticas, a segunda edição só foi possível realizar com a imposição de algumas limitações, a começar logo pelo fim de encontros internacionais. "Mas foi tudo feito quase da mesma forma. Só não queríamos era saber de partidos, o que importava era a boa arte. E isso, com ou sem polémica, conseguimos", sustenta.Durante doze anos, Jaime Isidoro organizou a Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira. Volvidos 30 anos e mais de 500 mil visitantes, afirma que o conceito de levar a arte aos espaços mais recônditos ainda hoje se mantém válido. "Pretendia--se, e isso está correcto à vista de qualquer um, levar a arte à rua, em comunicação com a população. Mas claro que há muitos anos isso levou à confrontação. Hoje já não é assim." Até ao ano passado, a organização da bienal passou para as mãos de Henrique Silva, também ele ligado ao certame desde o início, e que assumiu um papel de amadurecimento do maior evento artístico do Minho. "O esforço e a dignidade que levaram esses criadores e artistas a manter vivo o espírito duma bienal como a de Cerveira não se deve só aos seus organizadores, meros peões, mas sobretudo à conivência dos que ainda sabem maravilhar-se perante a linguagem da cor e do desenho", afirma Henrique Silva.Actualmente radicado no Valadares, Vila Nova de Gaia, Jaime Isidoro continua ligado a Vila Nova de Cerveira, um pequeno concelho de nove mil habitantes, e às raízes de uma bienal que, mais do que ajudar a lançar, conseguiu consolidar. Quanto à pintura, não há dúvidas: continua a ser o seu gosto. "Vim agora de Cerveira, onde passei quatro meses no Atelier Livre, onde comia e pintava. É um local criado pela câmara e que responde àquela que era uma pretensão desde a primeira edição da bienal: ter uma Casa do Artista."
in
http://dn.sapo.pt

O Fundador da Bienal de Cerveira e Presidente da Mesa de Assembleia Geral da Projecto Núcleo de Desenvolvimento de Desenvolvimeto Cultural Pintor Jaime Isidoro faleceu esta madrugada. O corpo do artista está em câmara ardente na Capela Um Igreja (Nova) de Cedofeita, Porto. O seu funeral realizar-se-à amanhã dia 22 pela 14:30 h para o cemitério de Agramonte - Boavista - Porto."
Agradeço à Direcção da Projecto Núcleo o envio desta mensagem para o meu e-mail.
Infelizmente a morte saíu à rua...

19.1.09

[_____________]

9.1.09

[OS PROFESSORES A 19 DE JANEIRO...]

[É NAS ESCOLAS QUE A LUTA SE VENCE]

15.12.08

[HOW TO PROTECT YOURSELF]


As boas ideias são para circular, e eu já fiz a minha parte. As boas ideias são para publicar em todos os lugares possíveis, e aqui se dá um contributo para isso.Que volta podemos dar relativamente aos colegas que foram obrigados, logo no início do ano, a apresentar os objectivos individuais?
Como estoirar com a avaliação burocrática sem cometer ilegalidades?
1. Há cerca de 140 mil professores. Com excepção dos membros dos PCEs, que ou não são avaliados ou sê-lo-ão pelas DREs, todos os outros dispõem da liberdade e da responsabilidade de recusarem ser avaliados.
2. Essa recusa aplica-se aos não titulares e aos titulares, aos que o são de facto e aos que o são em comissão de serviço.2. Aplica-se também aos coordenadores de departamento.
3. De acordo com o decreto-lei 15/2007 e o decreto regulamentar 2/2008, um professor que recuse ser avaliado não pode progredir na carreira nesse ano.
4. Não existe mais nenhuma penalização prevista. Como a esmagadora maioria dos docentes não progride este ano na carreira, a penalização é residual.
5. Está nas mãos de todos os professores - porque todos têm o estatuto de avaliados -, recusarem ser avaliados.
6. Não é necessário que os avaliadores recusem avaliar os colegas. Se o fizerem podem estar a incorrer numa violação dos direitos profissionais, visto que faz parte dos conteúdos funcionais dos professores titulares a avaliação dos colegas.
7. Quando o ME e algumas DREs - em especial aquela do Norte -, ameaçam com processos disciplinares estão a referir-se apenas aos avaliadores que recusam avaliar os colegas.
8. Como provei atrás, para estoirar com o modelo burocrático não é necessário que os avaliadores violem conteúdos funcionais.
9. Basta que os avaliadores, à semelhança dos não titulares, recusem ser avaliados.
10. E desta forma simples, o modelo estoira. O ME sabe disse. A ministra também. Por isso é que ela está acabada. O Pedreira também sabe. Todos sabem. E nós também sabemos. É um segredo de Polichinelo.
In
Profblog.

9.12.08

[PARA ONDE FOI A MINHA ESCOLA?]

Onde está a Escola humana e solidária, onde eu há trinta e tal anos comecei a leccionar com paixão?
Onde estão os tempos em que, com dedicação e carolice, nos juntávamos para construir uma Escola onde professores e alunos gostavam de estar?
Quem organizava:
As Visitas de Estudo?
As Festas de Natal?
O Fim do Ano Lectivo?
As Feiras do Livro?
As Exposições?
Os Dias do Ambiente?
Os Dias da Alimentação?
Os Encontros com Escritores e Poetas?
E tantas, tantas outras coisas? – OS PROFESSORES!
Quem pôs em prática, sem apoio logístico, os novos programas que sucessivamente foram aparecendo? Quem produziu os respectivos materiais?
E a Área Escola? E o Desenvolvimento Pessoal e Social? E a seguir, a Área de Projecto?
O Estudo Acompanhado? A Formação Cívica? Quem pesquisou? Quem criou os materiais? Quem as implementou? – OS PROFESSORES!

Durante trinta e quatro anos, com paixão, lutei para que os meus alunos fossem autónomos, responsáveis, intervenientes e solidários.
Hoje sinto-me enclausurada, abafada em papéis, dossiês e burocracias.
Tudo tem de ser feito em papel e suporte informático: a mesma letra, o mesmo espaço, o mesmo cabeçalho, as mesmas grelhas, o mesmo método “copiar/colar”…
Quero construir um Projecto Curricular de Turma, depois de conhecer bem os meus alunos, os seus interesses e necessidades – Não posso! Tenho de cumprir os prazos estipulados e vestir-lhes a roupagem que me impuseram.
Quero, numa aula, ir ao encontro das necessidades dos alunos e falar de um tema que lhes interessa – será que posso? Na grelha de planificação o assunto está previsto?
Estou numa reunião; será que posso manifestar a minha opinião? – Não posso! Cortam-me a palavra! A minha intervenção não estava prevista na ordem de trabalhos.

Não, não é assim que se constrói uma Escola de excelência!
Sou uma mulher de espírito livre, defensora de uma Escola de qualidade, onde cada um seja tratado como pessoa e se exija sem autoritarismo.
Um dia destes – já falta pouco! – vou-me embora, como tantos outros colegas têm feito. A verdade é que ninguém é insubstituível e logo virá alguém para o meu lugar!
Com pena, pois sinto que tinha muito ainda para dar, mas já não me identifico com esta Escola!
Com saudade, muita saudade dos alunos que comigo cresceram, aprenderam, riram, choraram e foram sempre estimulados a fazer mais e melhor!
Com saudade de alguns colegas solidários e amigos. Com estes tenciono continuar a encontrar-me cá fora!
Lembraria, tão-somente, que a Escola não se constrói só com grelhas excel, word, dossiês, portefólios… e muito menos com medo!
Faz-se com seres humanos, os quais têm de saber ser intervenientes, defensores dos seus direitos e solidários!
de Professora Manuela Fong . Coimbra . Portugal

2.12.08

[3.12.08 . GREVE NACIONAL DE PROFESSORES]


21.11.08

[IN A LITTLE WHILE . U2]

20.11.08

[CEGUEIRA]

Príncipes, Reis, Imperadores, Monarcas do Mundo: vedes a ruína dos vossos Reinos, vedes as aflições e misérias dos vossos vassalos, vedes as violências, vedes as opressões, vedes os tributos, vedes as pobrezas, vedes as fomes, vedes as guerras, vedes as mortes, vedes os cativeiros, vedes a assolação de tudo? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Príncipes, Eclesiásticos, grandes, maiores, supremos, e vós, ó Prelados, que estais em seu lugar: vedes as calamidades universais e particulares da Igreja, vedes os destroços da Fé, vedes o descaimento da Religião, vedes o desprezo das Leis Divinas, vedes o abuso do costumes, vedes os pecados públicos, vedes os escândalos, vedes as simonias, vedes os sacrilégios, vedes a falta da doutrina sã, vedes a condenação e perda de tantas almas, dentro e fora da Cristandade? Ou o vedes ou não o vedes. Se o vedes, como não o remediais, e se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Ministros da República, da Justiça, da Guerra, do Estado, do Mar, da Terra: vedes as obrigações que se descarregam sobre vosso cuidado, vedes o peso que carrega sobre vossas consciências, vedes as desatenções do governo, vedes as injustças, vedes os roubos, vedes os descaminhos, vedes os enredos, vedes as dilações, vedes os subornos, vedes as potências dos grandes e as vexações dos pequenos, vedes as lágrimas dos pobres, os clamores e gemidos de todos? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes, como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos.
Padre António Vieira

19.11.08

[ARMADILHA]



Armadilha é um artefacto ou tática utilizada para prender, capturar ou causar algum dano a um ser ou alguma coisa. Armadilhas podem ser objectos, como gaiolas ou buracos e também podem ser metafóricas, na forma de dissimulação em um diálogo por exemplo.
[
editar] Armadilhas físicas
Geralmente estas armadilhas são mecânicas, alguns exemplos:
Gaiolas fechamento automatico, utilizadas para prender um animal, com intenção de obter sua pele ou carne.
Redes, com caminhos afunilados, aprisionam pássaros, insetos ou peixes.
Minas terrestres ou granas camufladas, impedem a passagem de pessoas.
Ratoeiras, criadas para prender ratos.
Uma
porta falsa ou escondida no chão pode levar a uma sala fechada.
in "
http://pt.wikipedia.org/wiki/Armadilha"
Ah! E recebi esta mensagem de e-mail: Avaliação de desempenho‏
De:
noreply@dgrhe.min-edu.pt
Enviada: terça-feira, 18 de novembro de 2008 21:26:25
Para: Exmo(a) Sr(a). Professor.
Com o objectivo de apoiar as escolas na implementação do processo de Avaliação do Desempenho dos docentes, a Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação disponibiliza a presente aplicação informática a qual irá sendo preenchida à medida que os agrupamentos e escolas não agrupadas vão estruturando o processo. Nesta fase está já disponível a possibilidade de cada docente apresentar os seus objectivos. Uma vez submetidos e tendo em conta o calendário definido em cada Agrupamento/escola, o avaliador do órgão de administração e gestão acede aos mesmos para efeito de validação. A aplicação está disponível no seguinte endereço: https://concurso.dgrhe.min.edu.pt/DefinicaoObjectivos2008. Qualquer dúvida de funcionamento deverá ser colocada ao órgão de gestão, o qual terá apoio através do seguinte endereço: https://concurso.dgrhe.min-edu.pt/PerguntaResposta2
DGRHE

[COMO SE FAZ UM CANALHA]

Conheci-te ainda moço
Ou como tal eu te via
Habitavas o Procópio
Ías ao Napoleão
Mas ninguém sabia ao certo
Como se faz um canalha
Se a memória me não falha
Tinhas o mundo na mão
Alguma gente enganaste (A fé da muita amizade)
Tem também as suas falhas
Hoje fazes alianças
A bem da Santa União
Em abono da verdade
A tua Universidade
Tem mesmo um nome: Traiçao
Um social-democrata
Nao foge ao Grao-Timoneiro
Basta citar o paleio
O major psicopata
Já sao tantos namorados
Só falta o Holden Roberto
Devagar se vai ao longe
Nunca te vimos tao perto
Nunca te vimos tao longe
Daquilo que tens pregado
Nunca te vimos tao fora
Da vida do Zé Soldado
Ninguém mais te peça meças
No folgor dos gabinetes
Hás-de acabar às avessas
Barricado até aos dentes
És um produto de sala
Rasputim cá dos Cabrais
Estas sempre em traje de gala
A brincar aos carnavais
Nos anais do mundanismo
A nossa história recente
Falará com saudosismo
Dum grande Lugar-Tenente
São tudo favas-contadas
No país da verborreia
Uma brilhante carreira
Dá produto todo o ano
Digamos pra ser exacto

Assim se faz um canalha

Se a memória não me falha
Já te mandei pró Caetano

Zeca Afonso

8.11.08

[PELA EDUCAÇÃO LUTAR... CONTRA OS CANHÕES, MARCHAR, MARCHAR!]